...porque somos jovens, giras e gostamos de aproveitar ao máximo a companhia dos amigos e daqueles de quem gostamos...
Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Emoções...

Mas que dias magníficos estes! Não fosse o facto de uma das aulas de hoje ter corrido tremendamente mal e ainda estaria por aqui com um sorriso de orelha a orelha!!! Mas vamos ao que interessa, ou seja, as novidades colturais (tal como prometido!)

Na quinta-feira passada assistimos, bem juntinhas e emocionadas, ao “Eléctrico chamado Desejo” no belíssimo Teatro Nacional D. Maria II. Sou suspeita porque adoro a intensidade e a carga emotiva daquele texto. Vibro com as palavras que são ditas e com as que ficam por dizer, compreendo a Blanche Dubois e a sua busca pela juventude perdida, choco-me com a natureza rude do Stanley (no fundo, a essência humana) e delicio-me com as célebres frases:

 

Eu não quero realismo, eu quero magia!

Ou

Sempre dependi da bondade de estranhos.

 

 

Por tudo isto, foi, de facto, uma surpresa ver a entrega dos nossos actores que não nos desiludem, antes pelo contrário. Estava lá tudo!

 

Ainda o meu coração não se tinha refeito da emoção e, quando dei por mim, já era Sábado e ia a caminho de Coimbra. Perdi-os em 2005, infelizmente, e como se compreende, as expectativas eram muito elevadas… Estou toda partida (ainda), foram muitas horas de pé, com pulos pelo meio, muitas cantorias e gritos (sim, tipicamente à adolescente, eu sei!), mas que poderia fazer? Depois dos Interpol, ouvir os U2, que mais se pode desejar? Foi tudo perfeito: o repertório escolhido, as intervenções políticas, a simpatia em palco, o talento, a parafernália de luz e som, a energia, os símbolos… fantástico… se pudesse destacar um só momento, seleccionaria o Still haven’t found what I’m looking for, tema interpretado logo depois de o Bono dizer que sempre se viu como um caixeiro-viajante que vende canções e ideias aos melhores amigos… só alguém que ainda não encontrou o que procura é que pode continuar a criar para os outros.

 

Em suma, foi “brutal”. Abraçámo-nos muito (autêntica foleirada com o Zm no meio!), emocionámo-nos e, apesar de termos decidido fechar a loja no que diz respeito a concertos no relvado, sei que o repetiríamos se houvesse a oportunidade, não era? Faltou a estimana Nádia que, por motivos óbvios, não pôde estar connosco… faltou esse pedacinho para que o coração estivesse completo nessa noite!

 

Pal

Ó p´ra nós tão giros!

 

Ó p´ra eles tão talentosos!

 

Foram, de facto, dias marcados por grandes emoções. Primeiro o teatro... A proximidade do palco - 2º fila da frente! - fez-me viver de forma muito intensa o texto e as interpretações fantásticas dos nossos actores. Confesso que fui de coração aberto, desconhecendo o texto e apenas conhecendo um ou outro pormenor da sinopse - preferi não investigar muito, queria surpreender-me... Foi, de facto, o que aconteceu. Entre nós na garganta provocados pela densidade dramática do texto e a representação arrebatadora dos actores a saltos na cadeira devido a algumas cenas inesperadas de violência física, senti tanta coisa... Sai de lá rendida e a aplaudir de pé.

 

Sábado... Bem, sábado assisti, provavelmente, ao concerto da minha vida. Antes disso, um agradecimento especial à família Ferreira pelo belo almoço com que nos brindou nessa bela localidade que dá pelo nome de Paião - Figueira da Foz. Contribuiram, sem dúvida, para que este dia fosse ainda mais especial. Voltando ao tema central, aqui já tive oportunidade de me referir a este momento memorável que foi o concerto dos U2. Acompanham-me desde que me lembro de ter descoberto uma coisa maravilhosa chamada música e é legítimo dizer que cresci com eles. 34 anos, meus senhores, há 34 anos que este quarteto nos maravilha com aquilo que de bom sabe fazer... De resto, tanta emoção à flor da pele... Basicamente senti tudo - a adrenalina que nos faz gritar a plenos pulmões, a emoção e o nó na garganta que nos faz parar para pensar um pouco, a explosão que não nos consegue deixar parados, o sorriso pateta que teima em não sair do rosto, enfim... acho que nada ficou por sentir. Memorável. Como já foi referido, só lá faltaste tu, Nádia, para tornar esta noite completamente perfeita. Fiquem com um cheirinho do que ouvimos e com uma breve reportagem de exterior protagonizada pela nossa repórter de serviço...

 

 (video removido)

Quando ainda tudo era expectativa...
 
"One", um dos grandes momentos da noite - e que dor de braços, mas consegui gravar tudinho!
Sandra
Pois a mim resta-me as memórias e emoções deixadas pelos U2 em dois grandes concertos em Alvalade: em 1993 e mais tarde com a estimana Pal em 1997!
A Vossa reportagem alimentará a minha mente por uns anos... contudo e pelo ritmo dos rapazes (aonde pára a hérnia do Paul Hewson??) teremos nova tournée em menos de 5 anos. E aí, estaremos lá todas de certezinha.
Quanto à restante programação...creio que já tudo foi dito. Prezo e enche-me a alma! Fico retemperada por mais uns tempos!
"Um Eléctrico chamado Desejo": o texto, os actores, o Teatro Nacional D. Maria II (espaço soberbo) e duas horas e meia de emoções e vários sentimentos em volta do que ouvia/via.
Depois, numa segunda abordagem o período em que estamos juntas e que antecede o espectáculo e a saída dele...uma animação!!!
Quando faço estes relatos e me recordo de outros mais..torna-se ainda mais evidente de que há coisas/sentimentos/estados de alma na minha vida que não consigo controlar e com as quais já não consigo viver. Cada vez mais sinto que estou em boa Companhia!
Nádia
publicado por uma das estimanas às 00:10
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4 comentários:
De uma das estimanas a 5 de Outubro de 2010 às 00:31
Faltou a referência aos famosos (q.b.) que se cruzaram connosco na noite do teatro... ele foi João Pedro Pais no "Pinóquio", ele foi João Baião e seus muchachos no teatro, ele foi Susana Vieira, a actriz brasileira que anda por cá em gravações para uma novela, acompanhada pelo galã da TV, Pedro Lima (acho que é assim que se chama...), enfim, uma agitação em plena 5ª feira, dia de semana, no coração de Lx... vê-se que esta gente não se levanta cedo para trabalhar... foi um fartote, não foi?
E já agora só uma nota digna de registo: mas por que carga de água é que eu vou sempre ter com as câmaras??? E ainda por cima de cerveja na mão... estou mesmo linda :(


De mil sorrisos a 5 de Outubro de 2010 às 21:43
Foram eventos que vão ficar para a prosperidade, sem dúvida... O melhor de tudo? A partilha destes momentos com pessoas tão especiais como as minhas estimanas queridas. Já não consigo passar muito tempo sem "curvar" em tão boa Companhia! Obrigada, Pal e Nádia.
beijos e mil sorrisos
:o))


De mil sorrisos a 5 de Outubro de 2010 às 21:44
Prosperidade é bom e tal - ainda mais em tempo de crise! - mas eu queria mesmo era escrever posteridade! Acho que as vitaminas ainda não estão a fazer efeito, Palmira dos Anjos! eheheheh
:o)))


De Nádia a 5 de Outubro de 2010 às 22:25
ehehehe !!!Vai lá tomar a ampola...


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